CRÔNICAS

Com medo de ser infeliz? Eleição: eu não me entrego não

Em: 06 de Outubro de 2026 Visualizações: 4.125
Com medo de ser infeliz? Eleição: eu não me entrego não

"Se entrega, Corisco! - Eu não me entrego, não!  Não me entrego a tenente,

não me entrego a capitão! Eu me entrego só na morte de parabelo na mão!"

(Glauber Rocha, 1964, ano do golpe empresarial-militar)

O resultado do primeiro turno me deixou duas noites seguidas com insônia. Com medo de ser infeliz. Não fui o único. Lembrei de dona Maria Alberta, que compartilhava residência com 70 idosos num asilo em Portugal e era atacada de madrugada por um vulto com foice de cabo comprido, corpo peludo e disforme. Era a NOITE, personagem do romance “Misericórdia” de Lídia Jorge (Prêmio Camões 2026), que sentava na beira da cama, fixava seu olhar sem olhos nos olhos de dona Alberta e a atormentava com a pergunta, cuja resposta ela sabia desde criança, mas não conseguia mais lembrar:  

- Baku é a capital de qual país?

O monstro noturno insistia repetidas vezes, impedindo que dona Alberta, dormisse. Ela se angustiava com a pergunta martelando sem cessar em sua cabeça. Recordava que Baku era capital de um país rodeado pelo mar Cáspio e pelas montanhas do Cáucaso, lembrava detalhes da sua história e da sua economia, que produzia petróleo e gás natural, trigo, cevada e batatas, mas inexplicavelmente o nome não lhe vinha à mente. Revirava na cama cutucada impiedosamente pela NOITE.

Cada um tem a Baku que merece. Pois não é que a Monstra pulou das páginas da “Misericórdia” para minha cama e me atormentou dois dias seguidos com perguntas insistentes:

- Por que a extrema direita conseguiu eleger 25 senadores pelo PL (vixe, vixe)? Como Marina Silva, Simone Tebet e Benedita da Silva perderam para quatro biltres? Como é que o Rachadinha obteve mais votos que o Lula?

E para piorar a situação, a NOITE chamou Rita Lee, que saltitou na minha cama, gesticulou na escuridão, fez caretas e cantou “Arrombou a Festa” perguntando:

- Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu com a Música Popular Brasileira?

Eu não sabia responder. Lula teve apoio da fina flor da intelectualidade: cantores, artistas, atores de teatro e de telenovela, cineastas, juristas, intelectuais de renome internacional, produtores culturais, economistas, jornalistas, influenciadores, professores de universidades, estudantes, publicitários, sindicalistas, gente respeitada e querida pela população, mas nada disso convenceu a maioria dos eleitores. Afinal, o que aconteceu com tantas celebridades, que fizeram postagens em favor de Lula sem convencer a maioria dos eleitores? Ficamos apenas dentro da nossa bolha? 

Rumo da minha vida

A NOITE cruel inibiu meu sono, marretando sem parar, com obsessão. Deixou-me exausto, com os olhos ardendo. Ao amanhecer, recolheu seus braços com o papo peludo e seu roupão de penas pretas e desapareceu derretida pelo sol. Durante o dia inteiro, mastiguei as perguntas obsessivamente, quando surgiu a pista de resposta graças à máquina de lavar roupa de casa, que parou de centrifugar. O técnico Zeca Aleluia-Aleluia (com esse nome aparece nas redes sociais), examinou o tambor que deixou de girar e marcou voltar na sexta-feira, 11 de outubro. Justificou porque eu teria que esperar:

- Tenho que fazer tudo sozinho. É difícil encontrar um ajudante, os vagabundos recebem a tal bolsa-família e não querem mais trabalhar. Não querem nem pagar o dízimo para a nossa Igreja.

Fiquei olhando para a máquina parada. Achei que havia alguma coisa familiar naquela cena: quando o tambor não gira, a roupa não sai do lugar; quando a política trava, a gente também fica rodando em falso, esperando alguém descobrir onde está o defeito.

Zeca Aleluia-Aleluia foi embora prometendo voltar. Eu fiquei com a máquina parada, a roupa molhada e mais uma pergunta na cabeça: e se o problema não estiver no tambor, mas em quem escolhe a direção da máquina?

Foi aí que pensei em Igrejas como a Universal do Reino de Deus (IURD), propriedade de Edir Macedo, transformada em partido político, que comercializa a imagem de Cristo. Brizola já havia cantado a pedra há mais de 20 anos: “Se os evangélicos entrarem na política, o Brasil irá para o fundo do poço, o país retrocederá vergonhosamente e matarão em nome de Deus”.

Aí está uma das chaves para responder à Monstra Noturna sobre o resultado das urnas. No domingo da eleição, uma amiga minha passou diante de um templo em Copacabana, de onde saíam fiéis exibindo a “colinha” dos candidatos em quem deviam votar. Uma ovelha desgarrada rasgou o papel, reclamando que o pastor não era dono de seu voto. Mas foi uma exceção.

De qualquer forma, fiquei com munição para a segunda noite, pensando na versão brasileira do bolerão mexicano “Aquece-me esta noite” gravado por Dalva de Oliveira, tocada na Rádio Baré de Manaus na década de 1960:

Eu sei que nesta noite / de ânsia incontida /

será traçado o rumo / de toda a minha vida.  

Bastou apagar a luz, que o personagem das trevas atravessou a parede, rodopiou para dentro do quarto e, de pé, ao lado da cama, atacou outra vez:

- Você leu o editorial Flávio e a sombra dos milicianos do insuspeito Estadão? Lá está escrito com todas as letras que Flávio Rachadinha tem conexões históricas com milicianos e é um perigo para a democracia. Então como é que um mequetrefe autor de tantas falcatruas, que tomou dinheiro da Previdência Social roubado pelo Vorcaro, que é lambe-botas do poder estadunidense, que se preocupa apenas com os interesses de sua família, pôde passar a perna num estadista reconhecido internacionalmente, defensor de nossa soberania, com programas sociais em benefício da população?  

Resposta do travesseiro

A pergunta me angustiava e uma vez mais ouvi a voz de Dalva de Oliveira, cujo conselho segui:

“Pergunta ao travesseiro / Lá fora o que te espera /

Uma noite perdida / Nunca se recupera”.

O travesseiro considerou que a ação das igrejas-partido político era um fato, mas que debaixo daquele angu tinha mais caroço. Recomendou que eu só conseguiria dormir se lesse o Brasil de Fato. Levantei de madrugada, abri o computador e li o artigo de Leonardo Fernandes, que compara a eleição presidencial na Colômbia, em junho deste ano, com a nossa, afirmando que qualquer semelhança não é mera coincidência. Contra todas as pesquisas, o candidato Abelardo Espriella, de extrema direita, recebeu 43% dos votos contra 40% do esquerdista Iván Cepeda. No segundo turno, o Rachadinha de lá ficou com 49.66% e seu adversário com 48,70%.

Empurrei goela abaixo da NOITE o artigo, que pode explicar o resultado do primeiro turno no Brasil, ao comprovar a interferência eleitoral dos Estados Unidos, que articularam e manipularam as redes digitais, robôs, dados vazados, uso intensivo de inteligência artificial, como explicou a analista digital colombiana Susan Pérez, autora de análise forense sobre a campanha de desinformação. Ela documentou a criação de plataformas com repórteres gerados por IA, que direcionavam a opinião pública sem revelar o financiador responsável.

Uma investigação jornalística revelou a existência do Projeto Júpiter – rede secreta de manipulação montada para interferir no processo eleitoral da Colômbia. Susan analisou o papel de colombianos no exterior nessa rede de desinformação, o que nos remete, no caso do Brasil, ao empresário Paulo Figueiredo, neto do último general ditador, a Allan dos Santos e Alexandre Ramagem, o golpista ex-diretor da ABIN e ao execrável Eduardo Bananinha, suspeito de viver com a grana do Vorcaro enviada por seu irmão Rachadinha.

- Apenas uma página colombiana publicou mais de 1.100 vídeos e fictícias  entrevistas de ruas com 380 milhões de visualizações. Por meio do cruzamento de dados em redes sociais, os anúncios são direcionados a perfis de eleitores específicos, impedindo a ação dos órgãos fiscalizadores. No Brasil, essa conta deve ter sido maior.

O artigo cita The New York Times e The Guardian sobre as redes abertas e o uso de contas automatizadas, apontando que o fator mais decisivo na difusão de conteúdos falsos e atentatórios à democracia ocorreu no ambiente privado de aplicativos de mensagens, como grupos de WhatsApp familiares ou de trabalho, em que a criptografia impede a auditoria.

Exército do Lula

O presidente Petro alertou Lula sobre a dimensão digital do esquema: “Cuidado com os algoritmos” e com a máquina de fake News e seus ecossistemas desinformativos altamente sofisticados de intervenção simultânea em vários níveis. 

Avisei pra NOITE importuna que me alistei como soldado no Exército digital do Lula comandado por André Janones. A trincheira é um canal no Zapp voltado para a militância progressista neste segundo turno. E gritei em alto e bom som a frase de Othon Bastos, com 92 anos de idade, retirada do filme de Glauber Rocha Deus e o Diabo na Terra do Sol, que dá o título ao seu monólogo de duas horas:

- Não me entrego, não.

Já alvorecendo, dei um chega pra lá na NOITE e botei a Monstra pra correr. Ela escafedeu-se e só então pude dormir tranquilo, porque agora eu sei que Baku é a capital do Azerbaijão e que eu não me entrego não, seguindo o exemplo do Corisco.  Mas a história ainda não terminou. Sonhei com Ademir, o advogado vigarista protagonizado por Dan Stulbach em Quem Ama Cuida, que cortava o cabelo com o barbeiro Guilherme Boulos, sob o olhar atento de Pilar (Isabel Teixeira):

- Em quem você vai votar, Ademir?

- No Flávio Rachadinha, que chamou o meu cliente Daniel Vorcaro de irmão.

Boulos, contrário a qualquer tipo de violência, pegou a navalha para fazer o acabamento e limpar os pelos indesejados da nuca e inocentemente perguntou outra vez:

- Não ouvi direito. Em quem?

- No Lula, respondeu Ademir, se borrando de medo com a navalha na sua nuca.

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34 Comentário(s)

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Zeze Weiss comentou:
21/10/2026
PUBLICADO NA REVISTA XAPURI https://xapuri.info/wp-content/uploads/2026/10/xapuri-144-web.pdf
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HANS ALFRED TREIN comentou:
08/10/2026
Caro Bessa, chego à conclusão de que a nossa racionalidade política, a forma como pensamos política, os critérios que utilizamos... estão sendo crescentemente substituídos pelas narrativas digitais dessas últimas duas gerações. Além de não terem tido a experiência da ditadura, só se informam por tela. Qualquer artigo mais longo não é mais lido. O dilema é: o nosso campo deve entrar nessa mesma superficialidade para competir por esse tipo de eleitores e, mais triste ainda, eleitoras?! Vamos tentar virar e, se der pra virar, aí começará no verdadeiro trabalho político.
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Paulo Roberto Pereira comentou:
08/10/2026
A situação é crítica!
Vou continuar lutando na sombra como fez Leônidas nas Termopilas.
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Marcos Bagno comentou:
08/10/2026
Meu pai, 87 anos, militante de esquerda desde a juventude, perseguido e processado pela ditadura militar, comentou, no tom mais melancólico do mundo, ao acompanhar a apuração do dia 4 de outubro: "Chegar ao fim da vida e ter de ver isso".
Ter de ver metade de um país mergulhado na estupidez, votando no que pode haver de mais baixo, vil, criminoso e podre da espécie humana
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Tatiana Chamma comentou:
08/10/2026

·
Minha mãe de 85 anos, que vivenciou na pele a diradura em outras palavras falou a mesma coisa. E ainda completou que pelo menos o meu pai, falecido há 05 anos, não precisou passar por isso.
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Giovana Damaceno comentou:
08/10/2026
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Meu marido, 77, também preso na ditadura, fez o mesmo lamento.

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Ir Marta Maria Godoy Osb comentou:
08/10/2026
·
Ele tem razão! Às vezes penso que nossas lutas jovens dos anos 70 deixaram pouco rastro ou nenhum, dado o que vemos hj.
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Augusta Porto Avalle · comentou:
08/10/2026
Meu pai, também de 87 anos, e minha mãe, de 86, ambos fizeram absoluta questão de votar em Lula no primeiro turno e voltarão dia 25.
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Alba Baldan · comentou:
08/10/2026
Tenho 82 e me senti assim, exatamente.Mas ver a foto de d.Margarida Genevois com 103 anos votando em Lula me deu a certeza de que vale a pena lutar
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Sandra Oliveira · comentou:
08/10/2026
É o monstrengo deixou bem claro que não sairão mais do poder. Sabemos bem o que isso quer dizer.
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Maria Claudia comentou:
08/10/2026
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Acho que está todo mundo assim!!!!!! Com medo do monstrengo. Mas resistindo

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São Santos de Oliveira comentou:
08/10/2026
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Lucas Mourão comentou:
08/10/2026

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Quando o Bozo foi eleito, meu pai, comunista, deu uma risada sarcástica e, imediatamente, começou a chorar. Nunca o tinha visto chorar. Felizmente, estranho dizer isso, ele morreu ano passado.
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Ana Lúcia Almeida comentou:
08/10/2026
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Muito, muito triste , meu primo, meu tio ver isso nesta idade...mas, se Deus quiser isso não haverá retrocesso
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Hermeson Sampaio comentou:
08/10/2026
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Posso compartilhar? O meu pai morreu aos 69 anos. Hoje, me resigno por ele não ver essa desgraça
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Inconfidencias Mineiras (via FB) comentou:
08/10/2026
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Ele há de ver, como eu, a virada do dia 25
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Felipe Masquio · comentou:
08/10/2026
Fundo do poço!! Sociedade brasileira está doente! Mas há chances, há resistências e força criativa! Dia 25 não tem outra: é Lula ! É 13
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Cintia Pacheco (via Facebook) comentou:
08/10/2026

Minha vó tb de 87 anos, com sérias dificuldades de locomoção, me disse: “no 2o turno, vou lá desempatar o jogo e ajudar Lula!!!”
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Carlos Torres Moura · comentou:
08/10/2026

Seu pai, meu professor de Português na Cataguases dos anos 60, já nos orgulhava pela militância, na época de uma coragem admirável. Continua me orgulhando por nunca ter virado um canalha, como uma cambada de sua geração. Um grande abraço nele!
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Sirlene Bendazzoli comentou:
08/10/2026
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Sem desanimar, a vida é feita de lutas, dele, o seu pai, sua e dos que darão continuidade.
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Erika Souza comentou:
08/10/2026
Aqui, o bicho tem bunda peluda. Aliado do perukinha sanguinário.
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Walter Monte Rey comentou:
08/10/2026
Quanta cultura inútil, que a nada leva.
Apenas, sinalisa uma teimosia síndrômica.
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Neilde Martins Siqueira comentou:
07/10/2026
Adorei ! Canto sempre essa música do Sérgio Ricardo: eu não me entrego não.
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Elaine Meneghini comentou:
07/10/2026
Era tudo o que eu precisava ler
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Ivo Barbieri comentou:
07/10/2026
Meu amigo, ninguém nos impede de pensar e agir, vamos resistir.
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Eduardo Parga comentou:
07/10/2026
Também estou angustiado... mas no dia 25 de outubro ainda é 13!
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Luciana de Oliveira comentou:
07/10/2026
Meu grupo de pesquisa se chama Corisco.
E eu não me entrego não !!
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Manu Rebollo comentou:
07/10/2026
Se a gente cair, eu caio esperneando
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Mário Adolpho comentou:
07/10/2026
O “fenômeno” Flávio Rachadinha baço tem outra explicação:compra de votos
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Walter Monte Rey comentou:
08/10/2026
PARE COM ISSO ! Qual rachadinha ???
Há 4 ANOS esse PROCESSO das "RACHADINHAS" contra Flávio Bolsonaro FOI ENCERRADO e a DENÚNCIA REJEITADA após o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ANULAREM ( PROVAS FAKE ).

ACUSAR sem conhecimento "É FÁCIL e VERGONHOSO !!! (????COPIE )
https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=477496&ori=1
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Renan de Cuiabá comentou:
07/10/2026
Tá tensooooo
Mas vamos seguir na luta
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Ana Jacob comentou:
07/10/2026
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Leandro Guedes comentou:
07/10/2026
Tá dificil, mestre, tá dificil
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André Ramos comentou:
07/10/2026
Ótima crônica, abre para pensarmos como é preciso avançarmos, e que a percepção que temos ainda se distancia da realidade de boa parte da população. Muitíssimo obrigado pelas ótimas crônicas que envia. Fico feliz sempre em recebê-las, e saber que temos pessoas maravilhosas como você nesse Brasil
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